Raul RamosNo último dia de feriado prolongado, após ter visto a excelente produção irlandesa, Apenas Uma Vez e ao provocador espanhol, Mar Adentro; resolvi ir assistir ao tão divulgado novo trabalho de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas.
Mesmo entrando com uma expectativa não tão grande no cinema pelos últimos trabalhos de Burton, ainda acreditava que o diretor de Edward, Mãos de Tesoura, pudesse dar uma reviravolta com a nova adaptação-remake do livro de Lewis Carrol. Saí da sala ainda mais desiludido.

Alice passa a impressão de ser uma grande emenda de vários filmes e situações que conforme vão se passando os minutos fica cada vez mais distante de toda analogia existente no romance. A pequena garota (que já não é tão pequena assim) volta ao País das Maravilhas ao melhor estilo Beatrix Kiddo em Kill Bill, procurando uma espada para matar seu inimigo; mas antes é jogada, sem nenhum contexto, entre os diversos personagens da história, parecendo um Shrek menos conservador.
Por final, nossa nova versão guerreira de Alice, encarna em uma modo mais estilizado de Frodo e como em O Senhor dos Anéis, é a escolhida para destruir o mal do mundo subterrâneo (e até usa uma armadura para isso).

Sem saudosismo ou aquela velha história de que as versões antigas sempre são melhores, mas a Alice de 2010 me pareceu muito mais uma versão adolescente-comercial, fruto dessa guerra entre os estúdios para ver quem lança o próximo filme 3D primeiro. Ainda prefiro a Alice de Carrol e o Burton de Edward.
Mesmo entrando com uma expectativa não tão grande no cinema pelos últimos trabalhos de Burton, ainda acreditava que o diretor de Edward, Mãos de Tesoura, pudesse dar uma reviravolta com a nova adaptação-remake do livro de Lewis Carrol. Saí da sala ainda mais desiludido.

Alice passa a impressão de ser uma grande emenda de vários filmes e situações que conforme vão se passando os minutos fica cada vez mais distante de toda analogia existente no romance. A pequena garota (que já não é tão pequena assim) volta ao País das Maravilhas ao melhor estilo Beatrix Kiddo em Kill Bill, procurando uma espada para matar seu inimigo; mas antes é jogada, sem nenhum contexto, entre os diversos personagens da história, parecendo um Shrek menos conservador.
Por final, nossa nova versão guerreira de Alice, encarna em uma modo mais estilizado de Frodo e como em O Senhor dos Anéis, é a escolhida para destruir o mal do mundo subterrâneo (e até usa uma armadura para isso).

Sem saudosismo ou aquela velha história de que as versões antigas sempre são melhores, mas a Alice de 2010 me pareceu muito mais uma versão adolescente-comercial, fruto dessa guerra entre os estúdios para ver quem lança o próximo filme 3D primeiro. Ainda prefiro a Alice de Carrol e o Burton de Edward.

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