2012

Raul Ramos

Que o mundo irá acabar em 2012 todos já “sabem”; porém o longa do diretor Roland Emmerich resolve acabar com o mundo um pouco antes. Emmerich já virou especialista em filmes catástrofes, dirigiu Independece Day e O Dia Depois de Amanhã. Mas dessa vez há muito pouco o que aproveitar na nova superprodução da Sony, que foi orçada em US$200 milhões.

2012 não passa de um acumulado de efeitos especiais em um péssimo roteiro, com frases de efeito já batidas e todo um esquemão já usado anteriormente em Hollywood, um bom herói como protagonista aqui é John Cusack, no passado foram Paul Newman e Steve McQueen em Inferno na Torre e Gene Hackman em O destino do Poseidon - família que tenta superar seus problemas, casais separados que ainda se amam, o presidente americano do bem (e ele é negro e simplesmente é o Danny Glover!), outro político qualquer do mal, e por aí vai.

O fim do mundo começa em 2009, quando um indiano percebe que a Terra está caminhando para o seu triste fim, nesse momento segue mais de uma hora de explicações sobre o porque do mundo acabar, até enfim aparecer John Cusack, o herói que fará de tudo para salvar sua família.

Chega 2012, mas o sempre confiável e onipresente governo dos Estados Unidos decide financiar enormes arcas insubmergíveis para salvar uma parcela da população e depois repovoar nosso querido planeta com o pouco que sobrou da espécie. Mas a melhor parte vem agora, para quem pensa que os americanos constroem os barcos que salvarão a humanidade estão enganados. As arcas são Made in China, qualquer semelhança não é mera coincidência.

Os escolhidos para a reprodução futura da espécie são selecionados pelo único critério válido na atualidade: dinheiro. Mas claro, sempre existem os menos afortunados que tentam furar a fila das “arcas”, nesse caso é John Cusack e família. E enquanto o mundo sacode, explode e ricos tentam entrar em suas arcas, se vão 158 minutos de sua vida.

Roland Emmerich já mostrou ser fascinado pelo tema “Meu mundo caiu”, mas dessa vez não conseguiu acrescentar nada a já vasta sessão nas prateleiras das locadoras. Porém ainda existem pessoas que queiram assistir de perto mais um desses filmes sem cérebro que mostram o mundo indo literalmente para o espaço.


1 comentários:

Bruno Carne disse...

Filmes como 2012 são liindos no Trailer, têm efeitos especiais de cair o cu da bunda, mas o roteiro desses filmes, são ridículos.
Fora a sessão "Somos Norte-Americanos, deixem o futuro com a gente" (e isso torna o filme ainda mais nojento, e aí sim, o cu cai da bunda e a bunda cai da calça).
O fim será mesmo em 2012, nisso eu acredito, mas o mundo poderia acabar sem asssistir a essa aberração cinematográfica.
Quero meu dinheiro de volta!!