Não se afogue na web!

por Rodrigo Martins

Nem tudo o que é oferecido pelo webjornalismo deve ser aceito como verdade absoluta, exceto para simples diversão ou entretenimento. Não acredito que a internet tenha mudado o processo jornalístico de fato, acredito sim numa usurpação jornalística por conta dos maus profissionais da área e, em questão, dos sites coorporativos que nada acrescentam além do óbvio.

Os “grandes” do webjornalismo primam a instantaneidade ao invés da qualidade no processo noticioso. O espetáculo, como nunca deixou de ser, ainda “vende” mais “informação” do que o dispensável para a construção de uma sociedade mais justa. A informação transformadora aqui perde espaço dentro dos grandes portais e os BBBs da vida ganham mais acessos, sempre.

Com isso o profissional desta roda gigante online passa a não desempenhar o real papel do jornalista, da sua função de apuração e responsabilidade social. Esse profissional se vê dentro de um grande círculo no qual todos os “clicks” remetem a um grande mosaico entrópico. Ele se torna dependente não mais das fontes primárias, mas, de outros profissionais que podem ou não serem competentes. Assim, pequenas mentiras transformam-se em verdades absolutas, ideologias empresariais são inseridas como fatos, não mais como opinião.

Diante de uma aparente insatisfação do público, que foge do mais do mesmo como o jornalismo online perdurou por anos, surgiram novos mecanismos objetivados a acabar com o distanciamento de produção e recepção.

O webjornalismo e sua ferramenta que possibilita a participação efetiva de quem a lê, ao ponto deste poder interferir, inclusive, no conteúdo da informação, têm seus prós e contras.

De um lado existem pessoas sérias, comprometidas e com boas intenções. Estas podem colaborar, acrescentar e contribuir de uma forma jornalística.

Do outro lado, e o que mais me preocupa de fato, existem pessoas desonestas e prontas para agirem contra os princípios éticos. As mesmas ferramentas transcritas acima são, agora, utilizadas para provocar certa insegurança midiática online. Sites invadidos, informações desencontradas e difamadoras. A transgressão dos princípios morais é afetada pela falta de fiscalização social. Todo mundo lê, todo mundo escreve. É o risco que a liberdade de expressão pressupõe quando não há, junto aos avanços tecnológicos, avanços sociais.

Um exemplo, que deveria ser bom, transforma-se em ruim. A Wikipédia, site referência até mesmo para alguns estudantes universitários, vem sendo recheado com informações improcedentes. Já não é mais confiável.

O webjornalismo pode oferecer um oceano de possibilidades e quem está no mar precisa estar pronto para não se afogar. Saber nadar não significa estar livre de riscos, é apenas garantir a sobrevivência da espécie.

Mesmo com tudo isso, acredito que a internet tenha aberto uma porta para maus profissionais e junto a isso ampliado essa mesma porta para profissionais utópicos, compromissados com os fatos sociais, que utilizam esse mesmo webjornalismo para a proliferação de um espírito regionalista, que partam do micro para a construção de seres humanos melhores.

Desta maneira, o advento da internet, e, suas várias formas de utilização, mudaram a maneira de reproduzir e produzir conteúdo jornalístico. Profissionais ruins e pessoas desonestas vão existir sempre. Não vamos culpar a tecnologia, mas sim, quem a usa de uma maneira ilícita e apática do ponto de vista social.

Caco Barcellos em Ribeirão

Rodrigo Martins
fotos e texto

Caco Barcellos esteve em Ribeirão Preto nesta terça-feira, 19/10, para discutir e palestrar sobre a "Violência Urbana". Evento realizado pelo pessoal da Diálogos Universitários e Júnior - FEA-RP, em parceria com a empresa Souza Cruz.

Os estudantes universitários puderam acompanhar uma palestra de boa qualidade, com conteúdo e livre para o debate. Falou-se muito sobre a falta de políticas públicas estruturadas que garantam a segurança da população.

A violência é um tema que merece atenção tanto dos políticos quanto da sociedade, de nós cidadãos. Caco Barcellos mostrou dados assustadores que evidenciam como vivemos num mundo cada vez mais confuso e distante dos valores morais. A violência que mais mata, segundo dados apresentados, é aquela cometida dentro de casa, em brigas de trânsito, crimes passionais e outros.

Até quando vamos esperar para cobrar nossos direitos humanos? Até quando vamos esperar para cobrar mais dos políticos? A sociedade está adoecendo, matando nossas crianças. Não vamos esperar a solução cair do céu.

O site dos caras é www.dialogosuniversitarios.com.br, tem sempre algo interessante lá.


Boa noite Calma

por Rodrigo Martins

É quase outro dia quando o sono chega. O quarto calmo e silencioso abre espaço para uma solidão inesperada todas as noites. Deitada no canto da cama a vida parece mais longa, os minutos, acostumados aos sessentas segundos, agora demoram uma eternidade.

A noite vem com seus sons, suas marcas do delírio afogado numa inquietante vontade de gritar. Cada passo que não existe, cada música não ouvida. O som do silêncio enche o espaço físico. O espaço fica maior. Cada vez mais. Até os olhos caírem de cansaço.

O relógio parou. Corpo e alma ficam estáveis. Calma, acalma o espírito. Acostumada pelos vícios o remédio perdeu o gosto. Enquanto dorme sonha pesadelos de bulas. Sonha com a cama vazia; sonha com a cama cheia de “era Calma e ele”.

E sem esperar, Calma é despertada pelo despertador gritante das sete horas. “Bom dia” do outro lado das pilhas. E, calma, acorda pensando “vamos com calma Calma.”

Teaser - Com Tato



Com Tato
Três vidas, três histórias, uma sociedade.


Meia Lua Filmes e Café com Ribeirão

Um documentário de Raul Ramos, Rodrigo Martins e Luciane Gregório

Direção e Roteiro: Raul Ramos e Rodrigo Martins
Pesquisa e Produção: Rodrigo Martins
Direção de Fotografia: Raul Ramos
Iluminação: Luciane Gregório
Som Direto: Gabriela Sardinha
Orientação: Eduardo Soares e Raquel Tardelli

Parlatório Debate - Sensacionalismo

Acompanhando a evolução das novas mídias e a proliferação das redes sociais, à partir do dia 9 de Agosto, os programas de rádio produzidos pelos alunos de jornalismo da Barão de Mauá serão transmitidos pela web através de uma parceria do curso de Comunicação Social com o Café Com Ribeirão.

O link para ouvir os programas ao vivo são postados no início de cada programa no site http://www.ribeiraopretoonline.com.br/ e enviado aos seguidores do programa no twitter @parlatoriobarao.

O primeiro programa transmitido pelo Café terá como tema o sensacionalismo na imprensa, para assistir basta clicar no vídeo abaixo:


Kill Bill + Shrek + O Senhor dos Anéis = Alice, 2010

Raul Ramos

No último dia de feriado prolongado, após ter visto a excelente produção irlandesa, Apenas Uma Vez e ao provocador espanhol, Mar Adentro; resolvi ir assistir ao tão divulgado novo trabalho de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas.

Mesmo entrando com uma expectativa não tão grande no cinema pelos últimos trabalhos de Burton, ainda acreditava que o diretor de Edward, Mãos de Tesoura, pudesse dar uma reviravolta com a nova adaptação-remake do livro de Lewis Carrol. Saí da sala ainda mais desiludido.


Alice passa a impressão de ser uma grande emenda de vários filmes e situações que conforme vão se passando os minutos fica cada vez mais distante de toda analogia existente no romance. A pequena garota (que já não é tão pequena assim) volta ao País das Maravilhas ao melhor estilo Beatrix Kiddo em Kill Bill, procurando uma espada para matar seu inimigo; mas antes é jogada, sem nenhum contexto, entre os diversos personagens da história, parecendo um Shrek menos conservador.

Por final, nossa nova versão guerreira de Alice, encarna em uma modo mais estilizado de Frodo e como em O Senhor dos Anéis, é a escolhida para destruir o mal do mundo subterrâneo (e até usa uma armadura para isso).



Sem saudosismo ou aquela velha história de que as versões antigas sempre são melhores, mas a Alice de 2010 me pareceu muito mais uma versão adolescente-comercial, fruto dessa guerra entre os estúdios para ver quem lança o próximo filme 3D primeiro. Ainda prefiro a Alice de Carrol e o Burton de Edward.

Los Ciegos @ Festcom


A Los Ciegos se apresentou ontem no Festcom e nós guardamos um pouquinho para quem não pode acompanhar!